sábado, 21 de fevereiro de 2015

Amigos...

Amizade não se pede, se vive.
Amizade não se planeja, acontece.
Amizade não depende de circunstâncias, depende de ser ou não.
Amizade é o único sentimento que temos a liberdade de mostrar quem realmente somos.
Mostrar que somos imperfeitos, sem medo da crítica, mostrar que vivemos problemas, sem medo de nos expôr, mostrar que não somos sempre bonitinhos, nem bonzinhos. 
Amizade é um sentimento de liberdade, diferente de outros sentimentos que na maioria das vezes mostramos somente as qualidades e tememos que nossos defeitos apareçam.
Amizade não busca impressionar, busca ser.
Amizade é o sentimento menos egoísta que há, enriquece.
Só tem um porém; podemos escolher quem serão nossos amigos ou não.
E como uma andorinha só não faz verão...conclusão:
Amizade não se pede, se vive.
Amizade não se planeja, acontece.
Amizade não depende de circunstâncias, depende de ser ou não.


Amigo...

Sempre haverá um amigo Para repartir o pão Recriar a vida Pisar o chão Esteja onde estiver Sempre haverá um pedaço Que se deixou ficar Para semear o bonito E quem está Será para o que for Pois sempre haverá O arco íris para se ver Mesmo que o dia amanheça E muitos se percam Ainda restará alguém Para semear Para sempre.




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Amigos Loucos e Sérios...

 Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e a quem tem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Louco que senta e espera a chegada da lua cheia. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Texto de: (Marcos Lara Resende)Célia Lima